
Imagine um lugar onde a brisa gelada da montanha beija seu rosto, o cheiro de chocolate quente flutua no ar e a paisagem parece ter saído de um cartão postal. Bariloche, no coração da Patagônia argentina, é exatamente isso e muito mais. É o tipo de destino que te abraça com seu charme alpino, suas montanhas majestosas e seus lagos de um azul que desafia a imaginação, provando que a beleza das Américas é vasta e surpreendente.
Não importa se você busca a adrenalina de descer uma montanha coberta de neve, a tranquilidade de um passeio de barco por águas cristalinas ou o simples prazer de se perder entre as vitrines de chocolaterias artesanais, Bariloche entrega tudo isso de bandeja. Prepare-se para ser transportado para um cenário de conto de fadas, onde cada esquina revela uma nova surpresa e cada sabor te convida a querer mais.
Este é o lugar perfeito para criar memórias inesquecíveis, seja com a família, amigos ou em uma viagem romântica a dois. Se você já sonhou em sentir a magia da Patagônia, mergulhar na cultura argentina e se deliciar com o que há de melhor em gastronomia e paisagens, então Bariloche está chamando seu nome. Bora arrumar as malas?
- 🌍 País: Argentina, Américas
- 💰 Custo médio/dia: R$ 450 (intermediário)
- 🗣️ Idioma: Espanhol
- 💱 Moeda: Peso Argentino (ARS)
- ⏰ Melhor época: Inverno (junho a setembro) para neve e esqui; Primavera/Verão (outubro a abril) para trekking, lagos e atividades ao ar livre.
- ✈️ Voo do Brasil: Aproximadamente 5-7 horas, geralmente com conexão em Buenos Aires ou Santiago.
Visão Geral

Bariloche, cujo nome completo é San Carlos de Bariloche, é a capital dos lagos e da neve na Argentina, aninhada na província de Río Negro, bem no coração do Parque Nacional Nahuel Huapi. É um daqueles destinos que a gente se apaixona à primeira vista, com sua arquitetura inspirada nos Alpes suíços e suas ruas sempre cheias de vida, seja no auge do inverno ou no calor do verão patagônico. A cidade é um convite aberto para explorar a natureza exuberante que a cerca, desde os picos nevados que servem de palco para estações de esqui de primeira linha até as margens dos lagos que refletem o céu de um jeito que só a Patagônia consegue.
Aqui, a cultura do esqui é levada a sério, e o Cerro Catedral, com suas pistas variadas e infraestrutura completa, é o epicentro dessa paixão. Mas Bariloche não vive só de neve, viu? Nos meses mais quentes, os lagos se tornam protagonistas, convidando a passeios de barco, caiaque e trilhas que revelam paisagens de tirar o fôlego. É a época perfeita para desbravar o famoso Circuito Chico de bicicleta ou carro, parando em mirantes que parecem pintura e experimentando a cerveja artesanal local.
E como falar de Bariloche sem mencionar o chocolate? A cidade é um paraíso para os amantes do cacau, com uma infinidade de chocolaterias que mais parecem joalherias, exibindo suas criações de forma tentadora. De tabletes a bombons recheados, passando pelo clássico chocolate quente, cada mordida é uma experiência. Além disso, a gastronomia local é um capítulo à parte, com cordeiro patagônico, trutas fresquinhas e fondues que aquecem a alma. É um destino completo, que agrada a todos os paladares e tipos de aventureiros.
Roteiro Dia a Dia

Ah, Bariloche! Para desbravar essa joia da Patagônia com calma e aproveitar cada cantinho, um roteiro de pelo menos 6 dias é o ideal. Vamos lá, se liga nas dicas:
Dia 1: Chegada e Primeiro Contato com o Centro Cívico
Depois de pousar no Aeroporto Internacional de Bariloche (BRC) e pegar um táxi ou remis para o seu hotel – que deve custar algo em torno de R$ 90 a R$ 120 –, é hora de se instalar. À tarde, nada melhor que um passeio tranquilo pelo Centro Cívico. É o coração da cidade, com sua arquitetura alpina charmosa e a praça com vista para o Lago Nahuel Huapi. Aproveite para tirar as primeiras fotos e sentir o clima.
No fim da tarde, o ritual é sagrado: um chocolate quente. A Mamuschka, na Calle Mitre 298, é parada obrigatória. Um chocolate quente cremoso custa uns R$ 30. Para o jantar, sugiro o El Boliche de Alberto (carnes), na Villegas 347. Prepare-se para porções generosas de carne e um ambiente super acolhedor. Um bife de chorizo com acompanhamentos e uma taça de vinho sai por volta de R$ 120 a R$ 180 por pessoa.
Dia 2: O Clássico Circuito Chico e Cerro Campanario
Este é um dia para paisagens espetaculares! Alugue um carro (uns R$ 250 a R$ 400 por dia, dependendo do modelo) ou contrate um tour guiado (cerca de R$ 180 a R$ 250 por pessoa) para fazer o famoso Circuito Chico. A primeira parada é o Cerro Campanario, considerado uma das 7 melhores vistas do mundo pela National Geographic. Pegue o teleférico (R$ 80 ida e volta) e prepare-se para uma vista panorâmica de tirar o fôlego dos lagos, montanhas e do Hotel Llao Llao.
Continue o circuito, passando por pontos como a Capilla San Eduardo e a Ponte Angostura, até chegar ao majestoso Hotel Llao Llao, que vale uma parada para admirar a arquitetura e os jardins. Para o almoço, um sanduíche gourmet ou uma salada no deck do Cervecería Patagonia Km 24.7, com aquela vista privilegiada, é uma ótima pedida. Um almoço leve com uma cerveja artesanal fica em torno de R$ 80 a R$ 120. À tarde, explore as lojinhas de artesanato e chocolaterias na região antes de voltar para o centro.
Dia 3: Aventura na Neve no Cerro Catedral (ou Passeio de Barco no Verão)
Se for inverno, o Cerro Catedral é a estrela! Pegue o ônibus linha 55 (com cartão SUBE, cerca de R$ 5 a R$ 8 a passagem) ou um remis (R$ 70 a R$ 100) até a base do centro de esqui. O passe diário para esqui ou snowboard custa de R$ 400 a R$ 700, dependendo da época e se inclui aulas ou equipamentos. Mesmo que não vá esquiar, subir de teleférico para admirar a vista e brincar na neve é imperdível (teleférico para pedestres R$ 200). Almoce por lá mesmo, em algum dos restaurantes da base, como o La Roca, com opções rápidas e saborosas, por uns R$ 70 a R$ 100.
No verão, troque o Cerro Catedral por um passeio de barco pelo Lago Nahuel Huapi, visitando a Isla Victoria e o Bosque de Arrayanes. Os passeios saem do Puerto Pañuelo e custam a partir de R$ 350 a R$ 500 por pessoa, incluindo as taxas do parque nacional. É uma experiência mágica navegar por águas azuis e caminhar por uma floresta única.
Dia 4: Experiência Gastronômica e Compras de Chocolate
Hoje é dia de se esbaldar com a gastronomia local e garantir os souvenirs de chocolate! De manhã, explore a Calle Mitre, o paraíso dos chocolates. Visite a Rapa Nui (Mitre 202) e a Abuela Goye (Mitre 258) para degustações e compras. Um quilo de chocolate artesanal varia de R$ 100 a R$ 200, mas você pode comprar porções menores.
Para o almoço, que tal uma truta fresca? O La Marmite, na Mitre 329, é famoso por seus pratos europeus e patagônicos. Uma truta ao molho de amêndoas custa em torno de R$ 90 a R$ 150. À tarde, se tiver tempo e disposição, visite o Museu do Chocolate Fenoglio (Av. Exequiel Bustillo 1200), que além de contar a história do chocolate, tem degustações. A entrada custa uns R$ 40. Para o jantar, a sugestão é o El Boliche de Alberto (massas), na Elflein 158, para um fondue de queijo (R$ 180 a R$ 250 para duas pessoas) ou um bom prato de massa caseira (R$ 80 a R$ 130).
Dia 5: Puerto Blest e Cascata Los Cántaros
Prepare-se para mais um dia de contato intenso com a natureza. Embarque em um passeio de barco que te levará a Puerto Blest e à Cascata Los Cántaros (a partir de R$ 350 a R$ 500 por pessoa, incluindo taxas do parque). A navegação pelo braço Blest do Lago Nahuel Huapi é indescritível, com montanhas verdes e águas esmeraldas. Em Puerto Blest, você pode fazer uma trilha curta até o Lago Frías, com sua cor verde-esmeralda única, e depois subir os degraus até a Cascata Los Cántaros, que é lindíssima.
O passeio geralmente ocupa o dia todo, com almoço incluído ou disponível para compra no restaurante de Puerto Blest (uns R$ 80 a R$ 120). É um tour que vale cada centavo pela beleza intocada da Patagônia. Ao retornar para a cidade, um jantar mais tranquilo pode ser no Manush (Neumeyer 20), uma das cervejarias artesanais mais famosas, com ótimos hambúrgueres e petiscos. Um hambúrguer com fritas e uma cerveja custa uns R$ 80 a R$ 120.
Dia 6: Despedida com um Toque de Aventura ou Relaxamento
No seu último dia, você pode escolher entre um pouco mais de aventura ou um relaxamento merecido. Se ainda tiver pique para trilhas, explore o Parque Municipal Llao Llao, com diversas opções de caminhadas leves e vistas incríveis. Ou, se preferir algo mais tranquilo, revisite suas chocolaterias favoritas para as últimas compras ou desfrute de um café da manhã reforçado em uma padaria local, como a Del Turista.
Aproveite a manhã para um último passeio pelas ruas do centro, talvez para comprar algum artesanato local ou aquela lembrancinha de última hora. Se o seu voo for à tarde ou à noite, organize o transporte para o aeroporto com antecedência. E pronto, Bariloche ficará para sempre na sua memória!
Como Chegar e Se Locomover

Chegar em Bariloche saindo do Brasil é relativamente simples, mas exige um pouco de planejamento, já que não há voos diretos. A maioria das companhias aéreas brasileiras, como LATAM e Gol, oferece voos com conexão, geralmente em Buenos Aires (Aeroparque Jorge Newbery – AEP ou Ezeiza – EZE), ou até mesmo em Santiago, no Chile. A viagem total, contando a conexão, pode levar de 5 a 7 horas. Recomendo pesquisar passagens com antecedência em sites como o dicasedestino.com.br/passagens/, pois os preços variam bastante, mas espere algo entre R$ 1.800 e R$ 3.500 para a passagem de ida e volta, dependendo da época do ano e da antecedência da compra.
Uma vez no Aeroporto Internacional de Bariloche (BRC), que fica a uns 15 km do centro, você tem algumas opções para chegar ao seu hotel. Táxis e remises (carros particulares com tarifa fixa, geralmente um pouco mais baratos que táxis e combinados previamente) são os mais cômodos, custando entre R$ 90 e R$ 120 até o centro. Há também serviços de transfer compartilhado, que saem um pouco mais em conta, por volta de R$ 50 a R$ 70 por pessoa, mas podem demorar um pouco mais. O ônibus público também serve o aeroporto, mas é menos frequente e exige o cartão SUBE.
Para se locomover dentro de Bariloche e nos arredores, o ônibus é a melhor pedida para quem quer economizar. Você vai precisar comprar o cartão SUBE em bancas de jornal ou pontos de venda autorizados (o cartão custa uns R$ 20 e você coloca créditos nele). A passagem unitária custa entre R$ 5 e R$ 8, dependendo da distância. As linhas são bem sinalizadas e levam aos principais pontos turísticos, como o Cerro Catedral e o Circuito Chico. Para o Circuito Chico completo, muitos optam por alugar um carro, o que oferece mais liberdade. O aluguel de um carro compacto pode variar de R$ 250 a R$ 400 por dia. Táxis e remises são sempre uma opção para distâncias mais curtas ou para voltar à noite, com corridas dentro do centro custando de R$ 30 a R$ 60.
Onde Ficar

A escolha da hospedagem em Bariloche pode fazer toda a diferença na sua experiência, e a cidade oferece opções para todos os bolsos e estilos, desde hostels animados até hotéis de luxo com vistas espetaculares para o Nahuel Huapi. É sempre bom dar uma olhada em plataformas de reserva com antecedência, especialmente se for viajar na alta temporada, para garantir os melhores preços e localizações.
Para quem busca economizar sem abrir mão de um bom ambiente, o Hostel Inn Bariloche é uma excelente pedida. Localizado bem pertinho do Centro Cívico, ele oferece quartos compartilhados e privativos, com uma vista legal do lago e um clima jovem e mochileiro. É perfeito para socializar e fica perto de tudo, facilitando a exploração a pé. Espere pagar algo em torno de R$ 150 a R$ 200 por uma cama em quarto compartilhado ou R$ 300 a R$ 400 por um quarto privativo simples.
Já para quem procura um meio-termo, com conforto e uma boa infraestrutura, o Hotel Cacique Inacayal é uma ótima opção. Ele fica na Av. Juan Manuel de Rosas, bem na orla do lago e a poucos passos do centro. Os quartos são confortáveis, muitos com vista para o Nahuel Huapi, e o hotel conta com piscina aquecida e spa. É um lugar que te abraça depois de um dia de passeios. Uma diária por lá costuma custar entre R$ 450 e R$ 700, dependendo da época.
E para quem quer se esbaldar no luxo e ter uma experiência inesquecível, o icônico Llao Llao Hotel & Resort, Golf-Spa é a escolha definitiva. Situado em uma península entre os lagos Nahuel Huapi e Moreno, com uma vista panorâmica de tirar o fôlego das montanhas e florestas, ele é um dos hotéis mais famosos da América do Sul. Com arquitetura de madeira e pedra, campo de golfe, piscinas aquecidas, spa de classe mundial e restaurantes sofisticados, é o lugar para viver Bariloche em grande estilo. Prepare-se para desembolsar a partir de R$ 1.500 a R$ 3.000 (ou mais) por noite, mas cada centavo vale a pena pela experiência.
| Categoria | Indicação | Preço/noite |
|---|---|---|
| Econômico | Hostel Inn Bariloche | R$ 180 |
| Intermediário | Hotel Cacique Inacayal | R$ 550 |
| Premium | Llao Llao Hotel & Resort | R$ 2.200 |
O Que Comer

Ah, a gastronomia de Bariloche é um capítulo à parte na viagem! Prepare-se para uma explosão de sabores que combinam a tradição argentina com a influência alpina.
- Cordeiro Patagônico no El Boliche de Alberto (Carnes): Este é um clássico! O cordeiro patagônico é suculento, macio e preparado de diversas formas, sendo o assado na brasa a mais tradicional. No El Boliche de Alberto (Villegas 347), você encontra porções generosas que servem bem duas pessoas. Espere pagar uns R$ 180 a R$ 250 pelo prato principal. É uma experiência imperdível para os amantes de carne.
- Chocolate Quente e Sorvetes Artesanais na Mamuschka: A Mamuschka (Mitre 298) é uma instituição em Bariloche. O chocolate quente é denso, cremoso e perfeito para aquecer a alma em um dia frio. Eles também têm sorvetes artesanais incríveis e uma variedade absurda de bombons. Um chocolate quente custa uns R$ 30, e uma bola de sorvete, uns R$ 25.
- Fondue de Queijo ou Chocolate no La Marmite: Para uma experiência mais alpina, o fondue é a pedida. O La Marmite (Mitre 329) é um restaurante tradicional com ambiente aconchegante. O fondue de queijo, que vem acompanhado de pães e batatas, é delicioso e custa cerca de R$ 180 a R$ 250 para duas pessoas. O de chocolate com frutas também é uma sobremesa fantástica, por uns R$ 120.
- Truta Fresca do Lago Nahuel Huapi: A truta é um dos peixes mais frescos e saborosos da região. Muitos restaurantes oferecem a truta grelhada, ao molho de amêndoas ou com ervas finas. No La Fonda del Tío (20 de Febrero 694), um restaurante mais simples e tradicional, você encontra pratos de truta por volta de R$ 90 a R$ 150. É uma opção leve e saborosa.
- Cervejas Artesanais e Hambúrgueres no Manush: Bariloche é um polo de cervejarias artesanais. O Manush (Neumeyer 20) é uma das mais populares, com uma vasta seleção de cervejas on tap e um cardápio de pub com hambúrgueres gourmet e petiscos. Uma pint de cerveja custa uns R$ 35 a R$ 45, e um hambúrguer completo, uns R$ 80 a R$ 120. Perfeito para um fim de tarde descontraído.
- Alfajores e Doces de Leite na Rapa Nui: Além dos chocolates, os alfajores são um souvenir comestível indispensável. A Rapa Nui (Mitre 202) tem alfajores fresquinhos, com recheios generosos de doce de leite e coberturas de chocolate deliciosas. Uma caixa com 6 alfajores custa em torno de R$ 50 a R$ 80. Não deixe de provar também os cones de doce de leite.
Quanto Vai Custar

Planejar o orçamento é crucial para aproveitar Bariloche sem surpresas. Fizemos uma estimativa para 7 dias de viagem, considerando diferentes perfis de viajantes: econômico, médio e confortável. Lembre-se que os preços são aproximados e podem variar com a época do ano, promoções e seu estilo de consumo.
| Categoria | Econômico (R$) | Médio (R$) | Confortável (R$) |
|---|---|---|---|
| Passagem Aérea (ida e volta do Brasil) | 2.000 | 2.800 | 3.500 |
| Hospedagem (7 noites) | 1.260 (Hostel Inn, quarto compartilhado) | 3.850 (Hotel Cacique Inacayal) | 15.400 (Llao Llao) |
| Alimentação (7 dias) | 700 (R$ 100/dia, refeições mais simples) | 1.400 (R$ 200/dia, restaurantes médios) | 2.450 (R$ 350/dia, bons restaurantes) |
| Passeios e Entradas (Cerro Catedral/Circuito Chico/Barco) | 800 | 1.500 | 2.200 |
| Transporte Local (SUBE/Táxi/Remis) | 150 | 300 | 600 (inclui alguns remis) |
| Extras e Compras (chocolates, souvenirs, etc.) | 300 | 600 | 1.000 |
| Total Estimado por Pessoa (7 dias) | R$ 5.210 | R$ 9.450 | R$ 25.150 |
Dicas de Quem Foi

Para te ajudar a ter uma viagem ainda mais tranquila e proveitosa para Bariloche, separei umas dicas de viagem que só quem já pisou por lá sabe a importância:
- Cartão SUBE é essencial: Para usar os ônibus locais, que são a forma mais econômica de se locomover, você vai precisar do cartão SUBE. Compre-o assim que chegar em bancas de jornal ou quiosques autorizados e carregue com créditos. Sem ele, você não embarca!
- Roupas em camadas, sempre: O clima na Patagônia muda rapidinho. Mesmo no verão, as manhãs podem ser frias e o vento forte. Vista-se em camadas (segunda pele, fleece, casaco impermeável) para se adaptar a qualquer temperatura.
- Aproveite o câmbio oficial com cautela: Se for levar dinheiro em espécie, é bom trocar alguns reais por pesos na Argentina. Historicamente, o câmbio “blue” (paralelo) era mais vantajoso, mas agora o câmbio oficial para turistas no cartão de crédito/débito (Dólar MEP ou Dólar Tarjeta) é super competitivo, então vale a pena usar o cartão em estabelecimentos.
- Reserve passeios com antecedência na alta temporada: Se for no inverno (junho-setembro) ou nos feriados, garanta seus passeios e tours com bastante antecedência. Os lugares lotam e você pode ficar sem as melhores opções.
- Não subestime o sol: Mesmo com o frio ou a neve, o sol na Patagônia é intenso, especialmente em altitude. Use protetor solar, óculos de sol e protetor labial para evitar queimaduras.
- Experimente os “Churros con Chocolate”: Além do chocolate quente, os churros com doce de leite e chocolate derretido são um lanche maravilhoso. Procure por eles nas cafeterias do centro, como a Churrería Bariloche.
- Visite o Cerro Otto de noite para fondue: Pouca gente sabe, mas o Cerro Otto oferece um teleférico que leva a um restaurante giratório no topo. À noite, eles servem fondue com uma vista espetacular das luzes da cidade. É um programa mais caro, mas super romântico e exclusivo.
- Explore as microcervejarias além do Centro Cívico: Vá além das cervejarias mais famosas na Calle Mitre. Suba a Av. Bustillo e descubra outras microcervejarias como a Blest ou a Wesley. Elas oferecem tours, degustações e um ambiente mais local, longe do burburinho.
Perguntas Frequentes

❓ Preciso de visto para entrar na Argentina?
Não, brasileiros não precisam de visto para entrar na Argentina para estadias de até 90 dias. Você pode entrar apenas com seu RG (carteira de identidade) em bom estado e com menos de 10 anos de emissão, ou com o passaporte válido. A CNH não é aceita como documento de viagem internacional.
❓ Qual a melhor forma de levar dinheiro para Bariloche?
Atualmente, a melhor estratégia é usar um cartão de débito/crédito internacional que ofereça o câmbio oficial para turistas (o chamado “Dólar MEP” ou “Dólar Tarjeta”), que é muito vantajoso. Levar uma pequena quantia em pesos argentinos ou reais para despesas menores e gorjetas também é bom. Não é recomendado levar muitos dólares em espécie, a menos que você conheça bem as casas de câmbio locais.
❓ Bariloche é um destino caro?
Bariloche pode ser um destino para todos os bolsos, dependendo do seu estilo de viagem. A passagem aérea costuma ser o item mais pesado. Lá, é possível economizar comendo em restaurantes mais simples, usando transporte público e escolhendo hospedagens como hostels. Mas também há opções de luxo e passeios mais exclusivos que elevam bastante o custo. No geral, está mais acessível para brasileiros do que destinos europeus, por exemplo.
❓ É fácil encontrar internet e chip de celular em Bariloche?
Sim, a maioria dos hotéis e restaurantes oferece Wi-Fi gratuito. Para ter internet no seu celular, você pode comprar um chip pré-pago local (SIM card) de operadoras como Personal, Movistar ou Claro em bancas de jornal ou lojas das próprias operadoras no centro. É um processo simples e relativamente barato.
❓ Quais atividades Bariloche oferece para crianças?
Bariloche é super família! No inverno, as crianças adoram brincar na neve, fazer aulas de esqui ou snowboard no Cerro Catedral e esquibunda no Cerro Otto. No verão, passeios de barco, trilhas leves, visitas a fábricas de chocolate com degustação e parques com atividades ao ar livre são ótimas opções. A experiência com os animais na fazenda do Cerro Otto também costuma fazer sucesso.
❓ É seguro viajar para Bariloche?
Bariloche é considerada uma cidade muito segura para turistas. Como em qualquer destino, é sempre bom tomar precauções básicas: não ostentar objetos de valor, ficar atento aos seus pertences em locais muito movimentados e evitar andar sozinho em áreas desertas à noite. Mas, em geral, você pode explorar a cidade e seus arredores com tranquilidade.
Bariloche é um daqueles destinos que ficam gravados na alma, com sua mistura única de aventura, beleza natural e sabores inesquecíveis. Agora que você tem um roteiro completo e todas as dicas na ponta da língua, é só começar a planejar sua próxima aventura. Não esqueça de conferir nossas ferramentas de planejamento para hospedagem e seguro viagem, e também nossas dicas para viajar barato nos links abaixo!
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